sábado, 20 de junho de 2009

Tempus Fugit



Um ano normal tem 12 meses...cerca de 365 dias...cada dia tem 24 horas e cada hora tem 60 minutos...isto sem esquecer os 60 segundos que existem em cada minuto que passa! Fazendo as contas um ano tem 31536000 segundos...sim, acho que não me enganei...fogo...trinta e um milhões, quinhentos e trinta e seis mil segundos... Porque fiz estas contas? Muito simples: eu não percebo como é possível eu não ter tempo para nada nestes dias! Por mais que me esforce o tempo voa e eu não consigo evitar sentir que já não tenho pedalada para tudo isto...talvez esteja só a precisar de férias...

É precisamente por falta de tempo que ainda não tinha escrito no blog...já andava para o fazer mas a oportunidade só surgiu hoje. Enquanto escrevo não posso deixar de imaginar como seria a nossa vida se não existisse nenhuma escala temporal...provavelmente a vida seria um caos, não existiria presente, passado ou futuro. Mais cedo ou mais tarde tudo entraria em colapso...faz parte da nossa Natureza termos as coisas sob controlo e quando tal não acontece o ser humano pura e simplesmente entra em pânico!

Esta sensação de falta de tempo tem-me feito reflectir bastante e não consigo tirar da cabeça que tudo nesta vida é efémero e que nunca se sabe quando pode acabar. Resta-nos agradecer todos os segundos que nos são dados e viver a vida com uma mente aberta e positiva! Eu cheguei à conclusão de que passo tempo de mais a martirizar-me por coisas que fiz ou devia ter feito...de agora em diante serei uma pessoa mais positiva e tentarei a todo custo viver a vida com a intensidade que esta merece!

Despeço-me com um sorriso pois pela primeira vez desde há muito tempo sinto-me pronto para abraçar a vida e vivê-la com vontade!

Abraço. :-)

sábado, 13 de junho de 2009

Destino...




Já alguma vez pararam e reflectiram sobre a vossa vida? Sobre as opções que tomaram e as suas consequências? De certeza que sim...eu pelo menos não o consigo evitar.

Como foi que aqui cheguei? Onde irei estar no futuro? Tomarei as decisões acertadas? E caso erre, conseguirei eu viver com as consequências? Não sei...aliás ninguém sabe...supostamente é essa a magia de estar vivo: a constante incerteza que nos leva (ou devia levar) a viver todos os instantes como se fossem o último.
Alguém me disse uma vez que somos nós que fazemos e controlamos o nosso destino...era bom que fosse assim tão simples...tão certo e seguro...mas não.

Quantas vezes temos de lidar com situações que nos foram impostas por terceiros e para as quais não temos resposta? Eu estou saturado de ser "encostado à parede"...simplesmente farto de carregar as cruéis responsabilidades que me foram impostas por uma sociedade perfeccionista que nada admite a não ser as suas próprias convicções! Estou farto de ser julgado e criticado por todas as minhas acções...farto de condicionar as minhas atitudes em função do que "os outros" pensam...Para mim chega! Desisto...finalmente quebrei...estou pura e simplesmente demasiado cansado de lutar contra tudo e todos...deixei de ter motivos para o fazer...de hoje em diante deixar-me-ei levar pela corrente...quem sabe, pode ser que me conduza a bom porto! Até lá ficarei pacientemente à espera...também não tenho outra opção...

Abraço

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quem sou eu...




Olá a todos...já há algum tempo que ando para escrever aqui mas ultimamente o desânimo e a inércia têm-se apoderado de mim de tal maneira que até exprimir os meus sentimentos é complicado.

Neste último ano a minha vida tem sofrido alterações a um ritmo alucinante e eu cheguei a um ponto em que já não sei se a consigo acompanhar... A verdade é que neste período de tempo muitas das minhas convicções foram abaladas e a maior das minhas crenças desacreditada. Talvez por isso eu me sinta assim, tão desnorteado e sem fôlego...afinal de contas o que poderá ser pior do que perder algo que tomávamos como certo? Como poderemos nós simples mortais reagir bem à perda de um ente querido, à partida de um grande amigo, ao encerramento de uma relação? Nada é perfeito nesta nossa curta estadia no planeta Terra mas pelo menos espera-se que exista um certo equilíbrio! Eu acho que estou no lado errado da balança...

Bem, hoje fico por aqui. Não porque tenha ficado sem palavras ou assunto! Não, termino por aqui porque temo que se me embrenhar no labirinto dos meus pensamentos acabe a vaguear sozinho na escuridão da minha mente...ultimamente isso acontece frequentemente...dou por mim a fitar o vazio como se esperasse ver algo que não é possível. Horas passam e eu permaneço imóvel, a minha respiração torna-se inaudível e o batimento do meu coração abranda, quase como se o próprio tempo parasse... Mas se há lição que aprendi neste último ano é que o tempo não pára nem espera por ninguém e toda e qualquer decisão que tomemos tem consequências...ainda que muitas das vezes estas passem despercebidas à maioria das pessoas.


Despeço-me com um abraço e a promessa de que continuarei a escrever.

Obrigado.