sábado, 14 de novembro de 2009

Homo insensibilis?

Há muito tempo que não escrevia aqui...talvez não tenha sentido necessidade...ou talvez não tenha tido tempo...provavelmente não tive foi a força de vontade necessária para o fazer!

Ando cansado...cansado de mentiras, cansado de problemas, cansado de responsabilidades...farto de um Mundo onde toda a gente vive num estado de irritação permanente...
É difícil ser feliz no meio disto tudo...eu não passo de um jovem de 19 anos...não deveria esta ser a melhor altura da minha vida? Estou cansado...estou cansado de dizer que estou cansado...quero Paz...

Eu já nem sei bem o que sou! Sim, "o que sou" e não "quem sou"...porque neste momento eu definitivamente não sou um ser humano normal...não posso! Um ser humano, o vulgar Homo sapiens, não tem a capacidade emocional necessária para lidar com a pressão da sociedade actual! Eu estou mais próximo de uma máquina a quem ensinaram como responder a diferentes situações. Que expressões usar, que sentimentos demonstrar,...eu não passo de um robot em piloto automático! Nem poderia ser de outra maneira...só um ser artificial, mecânico, racional e automatizado poderia aguentar esta "montanha-russa" emocional que tem sido a minha vida!

Sinceramente nem sei bem o que fazer...sinto-me estranho...e piora a cada dia que passa. É como se existissem dois de mim...dois extremos...e cada vez é mais complicado controlar as minhas emoções, impedir que o "lado negro" tome o controlo! Os fãs de uma certa saga de filmes de ficção científica certamente que conhecem os perigos de ceder às emoções negativas que temos dentro de nós...a raiva, a tristeza, a solidão... Talvez só agora perceba o significado da expressão "feel the power of the dark side". É engraçado como consigo fazer comédia de uma situação destas...
Talvez isto seja apenas uma fase...talvez seja um teste...seja o que for quero que acabe o mais rapidamente possível porque, como já repeti infinitas vezes, estou cansado!

Despeço-me por hoje, até uma próxima!

Miguel

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Metamorfose




Olá...

Não sei como começar este post...aliás, nunca sei! Nunca me senti muito confortável a falar de assuntos que me dizem respeito...a prova é que em vez de falar com os meus amigos (sim tenho alguns e bem bons) escrevo num blog...

Durante este tempo todo que estive sem escrever a minha vida sofreu algumas alterações. Não foram alterações inesperadas mas ainda assim afectaram-me bastante...e talvez tenham mudado a minha maneira de ser...ainda mais. Chegamos assim ao motivo por que estou a escrever: eu já não sou quem pensava ser e, para ser sincero, não sei bem quem sou...ou o que sou...

Sei que é suposto um indivíduo mudar à medida que amadurece mas não tenho a certeza até que ponto aquilo em que me estou a tornar é normal...se bem que a normalidade é subjectiva! Mas isso será abordado noutra altura.

Será que sentem o mesmo que eu? É possível...mas improvável... Começo a sentir-me desligado como se as actividades e atitudes dos que me rodeiam não me afectassem...é reconfortante e ao mesmo tempo assustador...

Olho com ansiedade para os tempos que se avizinham e espero que com eles venham a paz e a felicidade que procuro há demasiado tempo...não consigo deixar de sentir uma pontada de euforia ao pensar no recomeço da época escolar...a azáfama das aulas, os novos alunos, toda uma imensidão de novas experiências que espero saborear em toda a sua extensão!

Até breve...despeço-me e agradeço do fundo do coração aos poucos que perdem tempo a ler estes meus desabafos.

Miguel


sábado, 11 de julho de 2009

Esperança


"A esperança é a arte de ser feliz sem a felicidade..." (Berilo Neves)



Olá a todos!

Já por diversas vezes reflecti sobre a nossa necessidade de termos um objectivo, uma meta. Porque será que estamos constantemente a definir projectos e a estabelecer finalidades? A resposta penso que é subjectiva mas a verdade é esta: todos nós necessitamos de algo que nos guie e nos faça sentir vivos! Principalmente algo que nos faça acreditar que tudo é possível...

Poucas são as pessoas que têm a capacidade de decidir o "quando" e o "como" das suas acções e, por estranho que pareça, a maioria sentir-se-ia perdida caso o pudesse fazer! A percentagem de indivíduos que são capazes de apreciar o facto de não terem nada que os guie e que lhes indique que direcção devem tomar é ínfima.
E não serão apenas estes os verdadeiramente felizes? Poder controlar a nossa vida...que poderá ser melhor? Não viver pressionado com a ideia de que os nossos dias estão contados e poder sentir a quietude do mundo que nos rodeia...sim, ela está lá! Basta saber escutar...no por-do-Sol, no correr de um ribeiro, no ondular da relva,...

Mas infelizmente o indíviduo comum não está preparado para ter nas suas mão o próprio destino...não, isso significaria assumir a responsabilidade de todas as nossas acções e nós não estamos preparados para tal realidade! Talvez por isso tenhamos criado tantos cultos, tantas religiões e superstições! Precisamos de acreditar que quando as coisas correm mal a culpa não foi inteiramente nossa..."foi azar"...e acima de tudo precisamos de acreditar que as coisas podem melhorar, mesmo que nada aponte nessa direcção! No fundo a esperança é isso mesmo...uma "bóia" que nos permite sobreviver a practicamente tudo! E a magia deste sentimento é que é inato!

Por hoje é tudo. Peço-vos apenas que percam uns minutos do vosso dia a escutar o mundo que vos rodeia...permaneçam em silêncio durante alguns instantes, deixem-se envolver...acreditem!

Abraço.

sábado, 20 de junho de 2009

Tempus Fugit



Um ano normal tem 12 meses...cerca de 365 dias...cada dia tem 24 horas e cada hora tem 60 minutos...isto sem esquecer os 60 segundos que existem em cada minuto que passa! Fazendo as contas um ano tem 31536000 segundos...sim, acho que não me enganei...fogo...trinta e um milhões, quinhentos e trinta e seis mil segundos... Porque fiz estas contas? Muito simples: eu não percebo como é possível eu não ter tempo para nada nestes dias! Por mais que me esforce o tempo voa e eu não consigo evitar sentir que já não tenho pedalada para tudo isto...talvez esteja só a precisar de férias...

É precisamente por falta de tempo que ainda não tinha escrito no blog...já andava para o fazer mas a oportunidade só surgiu hoje. Enquanto escrevo não posso deixar de imaginar como seria a nossa vida se não existisse nenhuma escala temporal...provavelmente a vida seria um caos, não existiria presente, passado ou futuro. Mais cedo ou mais tarde tudo entraria em colapso...faz parte da nossa Natureza termos as coisas sob controlo e quando tal não acontece o ser humano pura e simplesmente entra em pânico!

Esta sensação de falta de tempo tem-me feito reflectir bastante e não consigo tirar da cabeça que tudo nesta vida é efémero e que nunca se sabe quando pode acabar. Resta-nos agradecer todos os segundos que nos são dados e viver a vida com uma mente aberta e positiva! Eu cheguei à conclusão de que passo tempo de mais a martirizar-me por coisas que fiz ou devia ter feito...de agora em diante serei uma pessoa mais positiva e tentarei a todo custo viver a vida com a intensidade que esta merece!

Despeço-me com um sorriso pois pela primeira vez desde há muito tempo sinto-me pronto para abraçar a vida e vivê-la com vontade!

Abraço. :-)

sábado, 13 de junho de 2009

Destino...




Já alguma vez pararam e reflectiram sobre a vossa vida? Sobre as opções que tomaram e as suas consequências? De certeza que sim...eu pelo menos não o consigo evitar.

Como foi que aqui cheguei? Onde irei estar no futuro? Tomarei as decisões acertadas? E caso erre, conseguirei eu viver com as consequências? Não sei...aliás ninguém sabe...supostamente é essa a magia de estar vivo: a constante incerteza que nos leva (ou devia levar) a viver todos os instantes como se fossem o último.
Alguém me disse uma vez que somos nós que fazemos e controlamos o nosso destino...era bom que fosse assim tão simples...tão certo e seguro...mas não.

Quantas vezes temos de lidar com situações que nos foram impostas por terceiros e para as quais não temos resposta? Eu estou saturado de ser "encostado à parede"...simplesmente farto de carregar as cruéis responsabilidades que me foram impostas por uma sociedade perfeccionista que nada admite a não ser as suas próprias convicções! Estou farto de ser julgado e criticado por todas as minhas acções...farto de condicionar as minhas atitudes em função do que "os outros" pensam...Para mim chega! Desisto...finalmente quebrei...estou pura e simplesmente demasiado cansado de lutar contra tudo e todos...deixei de ter motivos para o fazer...de hoje em diante deixar-me-ei levar pela corrente...quem sabe, pode ser que me conduza a bom porto! Até lá ficarei pacientemente à espera...também não tenho outra opção...

Abraço

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quem sou eu...




Olá a todos...já há algum tempo que ando para escrever aqui mas ultimamente o desânimo e a inércia têm-se apoderado de mim de tal maneira que até exprimir os meus sentimentos é complicado.

Neste último ano a minha vida tem sofrido alterações a um ritmo alucinante e eu cheguei a um ponto em que já não sei se a consigo acompanhar... A verdade é que neste período de tempo muitas das minhas convicções foram abaladas e a maior das minhas crenças desacreditada. Talvez por isso eu me sinta assim, tão desnorteado e sem fôlego...afinal de contas o que poderá ser pior do que perder algo que tomávamos como certo? Como poderemos nós simples mortais reagir bem à perda de um ente querido, à partida de um grande amigo, ao encerramento de uma relação? Nada é perfeito nesta nossa curta estadia no planeta Terra mas pelo menos espera-se que exista um certo equilíbrio! Eu acho que estou no lado errado da balança...

Bem, hoje fico por aqui. Não porque tenha ficado sem palavras ou assunto! Não, termino por aqui porque temo que se me embrenhar no labirinto dos meus pensamentos acabe a vaguear sozinho na escuridão da minha mente...ultimamente isso acontece frequentemente...dou por mim a fitar o vazio como se esperasse ver algo que não é possível. Horas passam e eu permaneço imóvel, a minha respiração torna-se inaudível e o batimento do meu coração abranda, quase como se o próprio tempo parasse... Mas se há lição que aprendi neste último ano é que o tempo não pára nem espera por ninguém e toda e qualquer decisão que tomemos tem consequências...ainda que muitas das vezes estas passem despercebidas à maioria das pessoas.


Despeço-me com um abraço e a promessa de que continuarei a escrever.

Obrigado.